Movimento 'direito de consertar' ganha força contra a obsolescência programada
Aprenda como o movimento pelo direito de consertar pressiona fabricantes a criar produtos sustentáveis, com reparos acessíveis e redução de lixo eletrônico.

A cultura do descarte está com os dias contados. Cada vez mais, consumidores, ativistas e governos ao redor do mundo pressionam a indústria de eletrodomésticos a fabricar produtos que durem mais e possam ser consertados com facilidade. O movimento conhecido como 'direito de consertar' ganha força e promete mudar a relação entre marcas, lojas e usuários.
Por que a durabilidade virou prioridade
O custo de vida elevado e a preocupação ambiental contribuem para essa virada de chave. Quando uma máquina de lavar ou uma geladeira quebra, muitos consumidores descobrem que o conserto sai mais caro do que comprar um produto novo. Isso acontece porque peças de reposição são escassas ou caras, e o design de muitos aparelhos dificulta o acesso a componentes internos.
Além disso, a chamada obsolescência programada, prática em que o produto é planejado para falhar após um período, gera toneladas de resíduos eletrônicos. Estima-se que o Brasil descarte anualmente mais de 2 milhões de toneladas de lixo eletrônico, e parte significativa poderia ser evitada com reparos simples.
O que muda para consumidores e fabricantes
Na prática, o direito de consertar defende que o usuário tenha acesso a manuais técnicos, ferramentas e peças originais por um preço justo. Também propõe que as marcas disponibilizem atualizações de software por mais tempo, evitando que aparelhos fiquem obsoletos por falta de suporte digital.
Na Europa, leis já obrigam fabricantes a oferecer peças de reposição por até dez anos após o lançamento de um produto. No Brasil, projetos de lei tramitam no Congresso e ganham apoio de associações de defesa do consumidor. A tendência é que o mercado se adapte, com marcas apostando em design modular e assistência técnica mais acessível.
Benefícios além da economia
Consertar em vez de comprar reduz o impacto ambiental, diminui a extração de matéria-prima e ainda gera empregos em oficinas locais. Para o consumidor, a vantagem é financeira e também emocional: manter um eletrodoméstico que já faz parte da rotina da casa traz segurança e evita o estresse da troca.
Especialistas recomendam que, na hora da compra, o usuário verifique a reputação da marca quanto à assistência técnica, a disponibilidade de peças e a facilidade de desmontagem. Aos poucos, a pressão social e legal deve fazer com que a durabilidade seja tão importante quanto o preço na decisão de compra.
O movimento pelo direito de consertar não é uma moda passageira, mas uma resposta a um modelo de consumo insustentável. À medida que mais pessoas exigem transparência e qualidade, as empresas que ignorarem essa demanda correm o risco de ficar para trás em um mercado cada vez mais consciente.
Assistência técnica de geladeira por cidade
Se o problema pedir visita técnica, o diretório reúne empresas com CNPJ ativo conferido na Receita Federal. Veja quem atende na sua região:
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A lista completa fica em cidades atendidas em todo o Brasil.