Uma semana após enxurrada, moradores de Rio Branco contam prejuízos: 'Perdemos tudo'
Moradores de bairros de Rio Branco ainda contabilizam perdas uma semana depois da enxurrada; veja principais impactos e ajuda necessária.

Uma semana após a forte enxurrada que atingiu diversos bairros de Rio Branco, no Acre, muitas famílias ainda tentam se reerguer. O saldo é de casas destruídas, móveis perdidos e uma rotina de reconstrução que promete ser longa. Relatos de quem perdeu quase tudo emocionam e evidenciam a fragilidade de quem mora em áreas de risco.
Perdas materiais e emocionais
Dona Maria José, moradora do bairro Jardim Europa, conta que a água invadiu a casa durante a madrugada. 'Acordamos com a água na cintura. Perdemos geladeira, fogão, sofá, tudo. A gente trabalhou uma vida inteira para conseguir essas coisas, e em minutos ficamos só com a roupa do corpo', desabafa. Como ela, muitos vizinhos perderam documentos, eletrodomésticos e até a renda, já que pequenos comércios locais também foram destruídos.
A situação se repete em outros pontos da cidade, como nos bairros Placas e Cidade do Povo. Lá, equipes da Defesa Civil e voluntários ainda realizam mutirões para limpar a lama e avaliar os danos estruturais. Segundo a prefeitura, pelo menos 400 famílias foram afetadas diretamente, mas o número pode crescer conforme novos levantamentos são concluídos.
Apoio e próximos passos
A prefeitura de Rio Branco informou que montou um posto de arrecadação de donativos no centro da cidade. Água potável, alimentos não perecíveis, produtos de limpeza e roupas de cama são os itens mais urgentes. Além disso, equipes de assistência social estão cadastrando as famílias para o pagamento de aluguel social e distribuição de cestas básicas.
A Defesa Civil estadual também atua na elaboração de um relatório técnico para solicitar recursos federais. A ideia é incluir obras de drenagem e contenção de encostas, já que a falta de infraestrutura é apontada como uma das causas da gravidade do desastre. Moradores cobram ações preventivas para evitar que a tragédia se repita.
Enquanto a ajuda chega, a solidariedade entre vizinhos tem sido fundamental. Grupos de WhatsApp organizam doações e mutirões de limpeza. 'A gente perdeu coisas, mas não perdeu a esperança. Com ajuda, vamos reconstruir', afirma seu Antônio, que já começou a reformar o pouco que restou de sua casa.
Especialistas alertam que eventos climáticos extremos devem se tornar mais frequentes na região. Por isso, defendem a criação de sistemas de alerta mais eficientes e a realocação de famílias que vivem em áreas de alto risco. A tragédia em Rio Branco serve de lição para outras cidades da Amazônia, onde a urbanização desordenada aumenta a vulnerabilidade.
Assistência técnica de geladeira por cidade
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